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segunda-feira, 12 de julho de 2010

"Google equivale à chegada da TV"


O Google revolucionou o modo como vemos a internet. A companhia, que começou como um simples buscador, mudou toda a vida online com uma estratégia agressiva de comprar empresas e integrar serviços. E o Google cresce cada vez mais. Não basta estar no dia a dia das pessoas; a empresa quer prever o que faremos e continuar sempre à frente.
O entusiasmo é tanto que fez o diretor-executivo do gigante de buscas declarar, em entrevista ao The Guardian, que o surgimento da companhia foi um marco na história moderna. "Ela é a grande novidade - é equivalente à chegada da televisão", afirma.
Para Eric Schmidt, muitas mudanças ocorreram – e ocorrem – por causa do Google, tal como a democratização da informação. "Apenas durante o meu tempo de vida, nós vamos passar de uma situação em que um pequeno número de pessoas tem acesso a todas as informações do mundo para outra em que virtualmente todos os indivíduos em todo o mundo terão acesso a elas", declarou. "E isso por causa das buscas na internet, dos telefones baratos e da tradução simultânea. É uma realização impressionante - e o Google é parte dela."
A era da mobilidade
Mas o Google, que já atua em diversos campos como compras, música e vídeos - além, claro, das redes sociais – não pretende ver a atual era tecnológica se transformar em mobile sem participar da mudança. A empresa é dona do Android, sistema operacional para smartphones que concorre diretamente com os gigantes do setor. O Google investe em mobilidade há menos de dois anos, mas já bate de frente com Symbian (da Nokia), Research in Motion (Blackberry) e Apple, além de se manter à frente da principal concorrente no meio tecnológico, a Microsoft. Segundo a empresa de análise Gartner, o SO do Google ocupava a quarta posição em popularidade no primeiro trimestre deste ano.
"Acredito que o melhor da engenharia agora está sendo aplicado nos celulares - os maiores problemas e as soluções mais inteligentes", diz Schmidt, que descreve o porquê da crença em mobilidade: "quando as pessoas se levantam já estão online e isso tem muitas implicações para a sociedade e para o Google". Segundo ele, a empresa só faz tanto sucesso no mobile por conseguir manipular mais dados do que as concorrentes.
A censura
Mas a estratégia do Google também lhe causa dor de cabeça. No começo de 2010, por exemplo, a companhia se viu obrigada a transferir suas operações da China para Hong Kong para contornar a censura. Na época, a empresa, que era muito criticada por atuar na China, passou rapidamente a ser acolhida pela indústria quando deixou o país.
"O Google não faz necessariamente as coisas que outras companhias fazem. Temos nossos próprios princípios, que elaboramos com empenho. No caso da China, a decisão não foi tomada por causa de receitas - tinha a ver mais com o que estávamos dispostos a negociar. Desejamos ser bons cidadãos globais e acreditamos firmemente na abertura da informação", diz Schmidt.
Outro ganho considerável da empresa foi conseguir com que governos abrissem seus arquivos ao público, como no caso da Grã-Bretanha. Pressionado, o Departamento dos Transportes de Londres resolveu abrir seus dados sobre viagens para fins comerciais, medida que fez o próprio governo a indicar uma possível política de "direito de dados" mais ampla.
"Não é mais aceitável num mundo online que pesquisadores do governo publiquem documentos que são lidos por apenas 500 pessoas na forma impressa", diz Schmidt, que completa: "eles têm que estar, primeiro, na internet. Quando isso ocorrer, muita coisa interessante pode ser feita para correlacionar a informação em tempo real, se isso for necessário, ou colocá-la num mapa. Fundamentalmente, serviços públicos servem para se saber onde as pessoas estão e o que está acontecendo na minha cidade ou na minha escola."
Fonte: Adnews

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Brasil é 4ª maior fonte de mensagens no Twitter


O Brasil deixou de ocupar o terceiro lugar entre os países que enviam o maior número de mensagens ao Twitter, segundo a consultoria francesa Semiocast. Ultrapassado pela Indonésia, o país ocupa, agora, a 4ª posição com 11% de todos os tweets de junho.
No levantamento anterior, o Brasil respondia por 11,5% das mensagens e a Indonésia, por 10% do total. Os EUA, passaram de 30% em março para 25% no último mês, enquanto o Japão cresceu de 15% para 18% no mesmo período.
As mensagens de Twitter oriundas desses quatro países juntos são quase o dobro de todas as postagens feitas no resto do mundo, segundo o levantamento.
Segundo Paul Guyot, diretor da Semiocast, o total de mensagens no Twitter continua crescendo significativamente em todos os países, mas os dados do levantamento mostram, entre os quatro primeiros, um crescimento mais acelerado no Japão e na Indonésia e menos acelerado no Brasil e nos EUA.
Guyot aponta a popularidade do envio de mensagens pelo celular no país asiático como um dos possíveis fatores para o crescimento. Enquanto no Brasil 82% dos tweets foram enviados a partir do site do próprio Twitter, na Indonésia esse meio foi utilizado por apenas 11%, enquanto o uso do aplicativo ÜberTwitter, para celulares Blackberry, responde por 37% das mensagens.
“A popularidade do uso do celular para tweets pode explicar essa tendência que resultou na ultrapassagem do Brasil pela Indonésia no terceiro lugar do ranking”, explicou Guyot à BBC Brasil.
De acordo com a página do Twitter, na Indonésia os usuários de celulares de seis diferentes operadoras podem enviar tweets por meio de mensagens de SMS, enquanto no Brasil apenas uma operadora oferece o serviço.
Línguas
Mesmo com a queda de posição do Brasil, o português continua a terceira língua mais popular no Twitter, com 11% das mensagens, proporção semelhante à das mensagens originadas no país. O indonésio é a quarta língua mais popular, com 7%.
Guyot, ressalta que os internautas brasileiros preferem usar a sua própria língua em suas mensagens, e não o inglês, como em muitos países.
O levantamento aponta, por exemplo, que só metade dos tweets dos franceses são escritos em francês. O inglês é a língua mais popular no site, com 40% do total das mensagens, seguido do japonês, com 18%;
Fonte Adnews

Google desiste de fabricar celulares


O Nexus One foi o primeiro telefone celular fabricado pelo Google, e provavelmente será o último. Em entrevista ao jornal britânico "Telegraph", o CEO da empresa de internet, Eric Schmidt afirmou que a fabricação de novos modelos de celulares está fora dos planos da companhia, que continuará a investir no sistema operacional Android, licenciado gratuitamente para outras fabricantes. HTC, Motorola, Samsung e Sony estão entre as fabricantes que vendem telefones com o software do Google.
"A ideia, há cerca de um ano e meio, era fazer o Nexus One para tentar avançar o negócio de plataforma de telefonia celular. Funcionou. Foi um sucesso tão grande que não precisamos criar um novo telefone celular. Liguei para o conselho de diretores e disse: "OK, funcionou. Parabéns - e agora vamos parar. Gosto dessa flexibilidade", afirmou Schmidt.
Vendido apenas pela internet, o Nexus One não atingiu, na verdade, o sucesso esperado pelo Google. Aparelhos disponibilizados por empresas mais tradicionais da área, como o Motorola Milestone, tiveram um impacto maior e conseguiram concorrer diretamente com o iPhone da Apple, principal adversário do Android no mercado de plataformas de aplicativos para telefones móveis.
Nos Estados Unidos, o HTC EVO 4G também assumiu o posto de principal aparelho com Android na operadora Sprint. Na Verizon, o campeão de vendas foi o Droid, nome pelo qual o Milestone é vendido pela Motorola no país. O Galaxy S, da Samsung, e o Xperia X10, da Sony, também tiveram mais sucesso que o Nexus One.
Os resultados, embora marquem um fracasso do Google na venda de hardware, apontam que o caminho mais seguro para a empresa é investir no desenvolvimento do sistema operacional Android. Os celulares saem de fábrica integrados aos serviços Google na internet.
Na última semana, outra gigante da tecnologia também desistiu da fabricação de telefones celulares, focando no desenvolvimento de programas. A Microsoft anunciou o fim do desenvolvimento da linha Kin. A ideia agora é investir em parcerias para o lançamento do sistema operacional Windows Mobile 7.

Fonte: G1

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